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Na República Democrática do Congo, Igreja mantém medidas contra o ebola

Segundo Igreja Católica, as medidas preventivas destinadas a minimizar o risco de propagação do ebola permanecerão em vigor apesar dos relatos de uma desaceleração no número de novos casos.

11/06/2018 15:22:00


Apesar de relatos sobre a redução de novos casos de ebola, a Igreja Católica na República Democrática do Congo (RDC) afirmou que as medidas destinadas a minimizar o risco de propagação do vírus permaneceriam em vigor até aviso em contrário. Esta notícia vem depois de um relatório da agência de Notícias AP no último dia 08 junho, ter indicado que o ritmo de novos casos da doença abrandou um mês após o surto ter sido oficialmente declarado.

SUSPENSÃO DE SACRAMENTOS

Reportagens locais na RDC citam o monsenhor Jean-Marie Bomengola, secretário de comunicações sociais da Conferência Episcopal Nacional do Congo (CENCO), como tendo dito que as medidas são temporárias, mas que permaneceriam inalteradas por enquanto.

Algumas das medidas tomadas especialmente pela arquidiocese de Mbandaka-Bikoro incluem a suspensão de Batismos, Confirmações, Unção dos Enfermos ou Ordenações em regiões afetadas pelo surto (de ebola). A Sagrada Comunhão deve ser administrada na mão em vez de na língua. Os apertos de mãos como sinal de paz também foram suspensos.

O RITMO DE NOVOS CASOS

Um relatório da AP no dia 08 de junho citou o Ministério da Saúde da RDC dizendo que outro caso de ebola foi confirmado, embora o ritmo de novos casos tenha desacelerando.

Informações do Ministério da Saúde do País dão conta de que 38 casos da doença foram confirmados e destes, 13 pessoas morreram por causa do vírus. O caso mais recente confirmado é na zona rural de Iboko e está ligado a um provável paciente de ebola que morreu em 20 de maio, informou o Ministério.

CONSCIENTIZAÇÃO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vacinou mais de mil pessoas nas últimas duas semanas, incluindo trabalhadores da saúde que estão em alto risco.

Agentes da saúde visitaram mais de 10 mil famílias na cidade de Mbandaka para aumentar a conscientização sobre a transmissão da doença, disse a OMS. Medidas de triagem de saída foram postas em prática para evitar a disseminação internacional do vírus, e a OMS ressaltou ainda que está apoiando os esforços de nove Países vizinhos para ampliar a resposta de emergência e a preparação.

A resposta no combate ao ebola custará mais de 15,5 milhões de dólares americanos em nove meses. Este é o nono surto de da coença na RDC desde 1976, quando a febre hemorrágica foi identificada pela primeira vez.

 

Vatican News

Foto: AFP