Agenda

Solenidade da Assunção de Maria recebe grande atenção e devoção por parte do povo cristão

Da morte de Maria, o presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Armando Bucciol, salienta que há alguns testemunhos em escritos apócrifos.

16/08/2018 14:51:00


Em 15 de agosto, a Igreja no mundo celebra a solenidade da Assunção de Maria ou, como é mais conhecida no Brasil, a festa de Nossa Senhora da Glória. No país, a solenidade é transferida para o domingo seguinte, neste ano de 2018, para o dia 19 de agosto. O presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Armando Bucciol, falou sobre o sentido litúrgico do dia. De acordo com ele, a história da festa tem origem a partir do Concílio de Éfeso (451) que proclamou Maria “Mãe de Deus”.

“Nos séculos VI – VII, algumas igrejas começaram a celebrar a ‘dormição de Maria’, e nos livros litúrgicos do VIII século, essa recebeu o título de ‘Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria’ (“que passou pela morte, mas que não esteve sujeita aos seus vínculos”), afirma o bispo.

Da morte de Maria, Dom Armando salienta que há alguns testemunhos em escritos apócrifos; todavia, ele destaca que a tradição ininterrupta da Igreja, testemunhada por Gregório de Tours (594) e por outros padres, é fortalecida pelo fato de que nenhuma relíquia do corpo de Maria foi honrada na antiguidade.

Foi necessário, em 1º de novembro de 1950, que o Papa Pio XII proclamasse a convicção que já vinha sendo confessada pelo povo desde o início do cristianismo – é o dogma da assunção de Maria ao céu em corpo e alma. “Hoje nós a celebramos com alegria e renovada fé”, afirma Dom Armando.

O bispo explica que a liturgia, inspirada no documento de proclamação do Papa e na doutrina do Concílio Vaticano II, evidencia “a conexão entre o mistério de Cristo e o de Maria”. “A liturgia desta solenidade é rica em ensinamentos teológicos e espirituais que, se bem entendidos e vividos, iluminam e orientam a vida dos discípulos de Cristo do qual Maria foi a primeira e a mais fiel. Celebrando a plena participação de Maria na ressurreição, ascensão e glorificação do seu Filho, ela prefigura a vitória da Igreja, corpo de Cristo, de toda a família humana e da criação inteira’”, sublinha Dom Armando.

Na história eclesial, o bispo reitera que esta festa recebeu uma grande atenção e devoção por parte do povo cristão. “São trinta as dioceses que, neste dia, celebram as glórias de Maria com os mais diferentes títulos: da Boa Viagem (Belo Horizonte), da Abadia (Campo Grande), da Glória (Maringá, Lorena, Cruzeiro do Sul, Patos de Minas, Rubiataba, Valença), da Ponte (Sorocaba), das Vitórias ou da Vitória (Vitória da Conquista, Ilhéus, Oeiras), do Desterro (Jundiaí), dos Prazeres (Lages), da Oliveira (Oliveira), Mãe da Igreja (Paranavaí), dos Anjos (Petrolina), da Consolação (Tocantinópolis), do Livramento (Nossa Senhora do Livramento); e várias com o título de ‘Nossa Senhora da Assunção’”, finaliza o bispo.

 

CNBB