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EPIFANIA DO SENHOR

“AO VIR A ESTRELA, SENTIRAM GRANDE ALEGRIA“

06/01/2019 10:00:00


A Liturgia deste domingo celebra a Solenidade da Epifania. Antes de começarmos uma meditação sobre as leituras propostas, é preciso entender o que significa a palavra epifania: trata-se de um termo grego que quer dizer “manifestação”. Para nós cristãos, e especialmente na Liturgia de hoje, Jesus Cristo manifesta, revela e faz brilhar a salvação para todos os povos e nações. Todas as pessoas são destinatárias do projeto de amor de Deus, ou seja, depois do Natal do Senhor, ninguém está excluído da redenção que se fez carne conosco.
A partir dessa ideia inicial, podemos entender a mensagem que a Liturgia da Palavra nos quer transmitir. A Primeira Leitura, do Profeta Isaías, é um grande convite a toda a humanidade a alegrar-se com a chegada da luz de Deus, que ilumina a todos. Na Segunda Leitura, da Carta aos Efésios, somos exortados a formarmos uma única comunidade de irmãos, em virtude da salvação dada por Cristo a cada um. No Evangelho, por sua vez, vemos como essa luz e salvação se concretizaram: através do menino Jesus, que recebe a visita dos “Magos”, mostrando que a face do Pai, revelada n’Ele, está à mostra a todos os homens.
A Primeira Leitura, como já mencionamos, é do final do livro do Profeta Isaías, que foi escrito quando os judeus retornaram a Israel, depois de terem sido exilados por muitos anos na Babilônia. Diante daquele povo sem esperança, o profeta faz uma grande convocação ao povo para continuar a esperar a luz de Deus. Essa luz, todavia, já não é mais propriedade exclusiva sua, mas se destina a todas as nações. Apesar das contrariedades históricas, é sempre possível reencontrar o caminho de vida plena, dada por Deus, a todos os seus filhos.
A Segunda Leitura, da Carta aos Efésios, continua a aprofundar a mensagem de Isaías. No pensamento paulino, o projeto salvador de Deus deve ser anunciado a todas as nações, e não apenas ficar presa aos judeus. Esse projeto é que toda a humanidade, superadas as divisões, possa formar um único povo, de irmãos, que são receptáculos da promessa divina, plenamente cumprida na salvação oferecida em Jesus Cristo.
O Evangelho descreve-nos a chegada dos “Reis Magos”, que viram a estrela da salvação e a seguiram. Esses três homens vinham do Oriente, ou seja, não faziam parte do povo judeu, eram pagãos. Eles recebem um sinal muito especial da parte de Deus: uma estrela que os guia até Jesus, a quem prestam adoração. A mensagem central deste trecho de Mateus é que também os pagãos estão incluídos na eleição divina, inclusive demonstrando mais fé que os judeus, primeiros destinatários da salvação.
A Solenidade da Epifania, portanto, nos convida a uma profunda revisão em nossa caminhada de fé. Primeiramente, a tomarmos uma atitude de abertura à misteriosa ação de Deus, que muitas vezes não é compreensível por nós. Depois, a termos um coração misericordioso como o Pai, que não exclui ninguém de seu projeto de amor, mas utiliza-se de sinais, meios e caminhos para que toda a humanidade se una em um mesmo povo e adorem ao Seu Filho, Menino Deus.