sexta-feira, 24 de maio de 2019

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Cardeal Sergio da Rocha e Dom Vilsom Basso avaliam a JMJ Panamá 2019

Os dois bispos ressaltaram as dificuldades dos jovens brasileiros conseguirem viajar ao Panamá. Apenas 5.898 peregrinos participaram da Jornada. Na Polônia, em 2016, 12 mil brasileiros estiveram JMJ.

05/02/2019 08:44:00


Em 27 de janeiro, foi concluída a Jornada Mundial da Juventude(JMJ) Panamá 2019. Ao Portal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o arcebispo de Brasília e presidente da entidade, cardeal Sergio da Rocha, e o bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência, Dom Vilsom Basso, ofereceram suas considerações sobre o evento, que chegou a reunir mais de 600 mil pessoas na Cidade do Panamá, em momentos que contaram com a participação do Papa Francisco.

“A JMJ revela o amor da Igreja pelos jovens e, ao mesmo tempo, o amor dos jovens pela Igreja. As cenas bonitas da multidão de jovens, sempre muito animados e unidos ao Papa, mostra que os jovens valorizam a Igreja e querem caminhar com a Igreja, com o Papa e com os jovens do mundo inteiro”, afirma o cardeal Sergio da Rocha. Ele ressalta ainda que esta é “ocasião especial para renovar a esperança e o compromisso de evangelizar a juventude contando com os próprios jovens”.

E neste contexto de JMJ pós-sínodo para a Juventude, realizado em outubro do ano passado (2018), as palavras do Papa sobre a evangelização da juventude eram esperadas com muita esperança. Para Dom Sergio, o pontífice ressaltou a importância dos jovens no “hoje” da Igreja.

“É importante reconhecer com gratidão e valorizar a participação dos jovens na Igreja. Mas, bem sabemos que um grande número deles não participa da Igreja, não conhece a Jesus, não tem experiência de vida cristã. Por isso, precisamos redobrar os esforços para evangelizar a juventude, contando com os próprios jovens, e procurar abrir mais espaços para a participação da juventude na Igreja, a começar da comunidade local”, afirmou.

Na avaliação de Dom Vilsom Basso, a mensagem do Papa Francisco “foi outra vez forte, simples penetrante e inspiradora”. Dom Sergio conta que o Pontífice “nos incentivou a olhar para a realidade concreta da juventude, procurando amar e servir a todos, especialmente os que passam por situações mais difíceis”, indicando ainda a JMJ como convite à atuação não somente no interior das comunidades, “mas também na vida cotidiana, testemunhando a fé nos diversos ambientes da sociedade, especialmente no meio dos jovens”.

Os dois bispos ressaltaram as dificuldades dos jovens brasileiros conseguirem viajar até o país da América Central. “Foram 5.898 peregrinos brasileiros inscritos na JMJ. Poderiam tem sido muito mais. A primeira avaliação que fazemos é sobre a dificuldade extrema encontrada para comprar passagens para o Panamá e o alto preço das mesmas. Só para comparar: para Cracóvia, foram 12 mil peregrinos do Brasil. Mas a participação dos jovens brasileiros na JMJ foi marcante, nas catequeses e demais atividades”, partilha Dom Vilsom.

O cardeal Sergio constata que o anúncio da próxima JMJ em Portugal animou ainda mais a juventude brasileira que já está começando a se preparar para estar presente em Lisboa. A expectativa do Patriarcado de Lisboa e do Dicastério para os Leigos a Família e a Vida, responsáveis pela organização da JMJ 2022, é a mesma, de marcante participação brasileira e de outros países lusófonos, como Moçambique, Angola e Cabo Verde.

BISPOS DO BRASIL

“Éramos mais de 30 bispos do Brasil, e vários de nós nos hospedamos em casas de família”, conta Dom Vilsom, para indicar outro destaque de sua avaliação: a acolhida “calorosa e ‘onipresente’ do povo panamenho e dos voluntários. Quanta gentileza e bondade”.

Para Dom Sergio da Rocha, a participação dos bispos do Brasil no Panamá, colaborando nas catequeses e participando das celebrações, também demonstrou “a unidade com o Papa Francisco e o desejo de valorizar sempre mais os jovens na Igreja e na sociedade”.

“CALOR E COLOR”

Dom Vilsom Basso também destacou em suas impressões a música, a alegria, a vibração, a animação e as cores durante o evento: “América Central havia prometido fazer uma JMJ com estilo latino americano e rosto caribenho e o fez. O Papa sentiu isto e usou a expressão em espanhol ‘calor e color’”, lembrou o bispo.

O presidente da Comissão para a Juventude da CNBB ressalta ainda a organização do evento em seus grandes atos, como a abertura, a acolhida do Papa, a via-sacra, a vigília e a missa de envio: “precisa, simples, eficiente e bonita”. Nem os “pequenos imprevistos, especialmente nos primeiros dias tiraram o brilho do evento”, avalia.

“Panamá e América Central deixam um belo exemplo de trabalho conjunto e solidário para toda a Igreja. Agradecemos a Dom José Domingo Ulloa, arcebispo do Panamá, e toda a sua equipe por este ‘regalo’ [presente] a todos nós”. “Deus seja louvado por esta jornada, e que seus frutos acompanhem os jovens até 2022, quando se reencontrarão com o sucessor de Pedro, em Lisboa”, projeta Dom Vilsom.

CNBB

Fotos JMJ 2019: Cristina Rodriguez/ Jacob Tuniev/ Fernando Santos/ reprodução Instagram/Jovens Conectados

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