terça-feira, 15 de outubro de 2019

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Campanha Outubro Rosa: “a importância de incentivar a prevenção pelo diagnóstico precoce”

Segundo o Ministério da Saúde, o sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos.

07/10/2019 11:36:00


Na foto, da esquerda para a direita: colaboradoras Jenalva Maria Mendes Sousa, Dália Alves, Maria de Lourdes Pereira da Silva.

O mês de outubro chegou e trouxe com ele a já tradicional campanha do “Outubro Rosa”. Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de mama responde, atualmente, por cerca de 28% dos casos novos de câncer em mulheres. Existem vários tipos de câncer de mama. Alguns evoluem de forma rápida, outros, não. A maioria dos casos tem bom prognóstico. Entre os homens a incidência de câncer de mama é rara, representando menos de 1% do total de casos.

O bispo de Campos (RJ) e referencial da Pastoral da Saúde da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Roberto Ferreria Paz, ressalta a importância de incentivar a prevenção pelo diagnóstico precoce.

“A pastoral da saúde dá um apoio institucional e envolve as comunidades eclesiais na sensibilização e motivação da campanha de prevenção ampliando certamente o alvo e vencendo resistências herdadas de comportamentos passivos e bloqueios de temores infundados. A percepção ou descoberta de sinais de câncer de mama no início do processo possibilita e aumenta em muito o sucesso do tratamento”.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, o sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Maria de Lourdes Pereira da Silva, colaboradora da CNBB, aos 50 anos, descobriu o câncer de mama em um autoexame durante o outubro rosa.

“Eu descobri o câncer de mama em 2017 por causa de uma ação que a CNBB fez sobre a importância da prevenção no jornal interno. Depois de 15 dias que a matéria foi publicada, ao tomar banho e fazer o autoexame senti um caroço bem embaixo do mamilo. Como eu já tinha tido câncer de colo de útero em 1992, eu fui ao médico e fiz todos os exames. Dois meses depois recebi o diagnostico final de neoplasia maligna”, relembra.

Lourdes conta que logo começou a se tratar e que o humor e a fé a ajudaram a superar os obstáculos do tratamento.

“Um mês depois do diagnóstico, eu comecei o tratamento com a quimioterapia que durou cerca de seis meses. Nesse período, perdi os cabelos e achei que fosse ser mais difícil, fui internada com imunidade baixa, mas sempre encarei tudo com muito bom humor e fé. Quando terminou a quimioterapia o caroço tinha diminuído, e a cirurgia foi marcada. O médico optou por tirar toda a mama por causa do meu histórico de já ter tido a doença e minha mãe ter morrido de câncer de mama. Fiz quatro cirurgias, entre elas, duas para reparação da mama e colocação das próteses e hoje, depois de um ano e meio, estou curada. Agora, é continuar o acompanhamento médico, pois são 10 anos para confirmar a cura”.

É importante ressaltar que todo o tratamento de câncer de mama é oferecido pelo o Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo todos os tipos de cirurgia, como mastectomias, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária, além de radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e tratamento com anticorpos. Por lei, o paciente com neoplasia maligna tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no SUS, no prazo de até 60 dias a partir do dia em que for firmado o diagnóstico em laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica do caso.

Para Dom Roberto Ferreria, “como a mulher é uma protetora e cuidadora da vida, a prevenção e o cuidado contra o câncer de mama devem ser assumidos com coragem e ternura da própria vocação de ser na terra o ninho regaço e dádiva da transmissão e acolhida da vida”.

“Nenhuma mulher que sofra de câncer de mama está isolada ou solitária na sua luta por vezes desgastante e aparentemente sem sentido. Pelo contrário, com sua resiliência se revelam vencedoras e dadoras de vida pois mostram a nobreza de quem testemunha a esperança e a misericórdia do Deus que nunca abandona e esquece da mulher aliada e profeta na valorização da plenitude da vida a que estamos chamados todas as criaturas e filhos do Pai”, enfatizou.

CNBB

Foto: Maurício Sant´Ana/CNBB