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VANDALISMO: Túmulo dos padres da diocese de Guarapuava é violado pela segunda vez no mês

Os ladrões retiram, derretem e vendem objetos de metal, em sua maioria bronze, encontrados nos túmulos. Mesmo com vigilância, os roubos são frequentes Nos cemitérios da cidade.

31/10/2017 17:20:00


O roubo de assessórios, adornos e utensílios em cemitérios é corriqueiro em todo o Brasil. Em Guarapuava, o problema não é diferente. Segundo informações dos administradores e zeladores desses locais, muitas são as tentativas de furtos de objetos de túmulos, jazigos e afins, com o intuito de retirar, derreter e vender o metal.

Na última sexta-feira, dia 27 de outubro, o jazigo que pertence à diocese de Guarapuava e onde vários padres foram sepultados, sofreu um ataque de vândalos. Esta é a segunda vez que o problema ocorre só no mês de outubro.

O fato ocorreu na parte da tarde, embora a administração não saiba precisar o horário. A porta de acesso ao jazigo subterrâneo, de aproximadamente um metro quadrado, feita em bronze foi levada. Outro túmulo ao lado também foi atacado e alguns objetos, do mesmo material (bronze) foram levados.

Segundo Edson Pires Machado, chefe da divisão da Central de Triagem do Município, os ladrões agem com rapidez e, em muitos momentos, a vigilância não consegue contê-los. “Por mais que haja vigilância, sempre há estes furtos aqui no Cemitério Municipal. Muitos procuram por metais, vasos, puxadores e outros adornos dos túmulos. Em alguns casos os invasores apenas destroem tudo e vão embora. Isto ocorre em outros cemitérios também. Estamos aumentando a vigilância, mas, infelizmente, ocorreu este furto aqui no túmulo onde os padres da diocese de Guarapuava estão sepultados. O túmulo ao lado também foi atacado e alguns objetos roubados. Isso é lastimável e uma verdadeira falta de respeito para com os mortos e suas famílias”; lamentou Edson.

O túmulo onde oito padres que atuaram na diocese de Guarapuava estão sepultados é subterrâneo. Com a retirada da porta, o local ficou aberto e foi preciso providenciar uma tampa provisória. A Mitra Diocesana de Guarapuava informou que já providenciou a reposição da tampa e que até o fim desta semana, o problema estará resolvido. “Já providenciamos uma nova tampa para aquele espaço. Desta vez, optamos por um material em granito. Até o fim desta semana o problema deve estar solucionado. Esta é a segunda vez, só no mês de outubro, que furtam objetos, principalmente a tampa de bronze do túmulo dos padres de nossa diocese.”, contou o padre Sercio Ribeiro Catafesta, ecônomo da diocese de Guarapuava.

BRONZE

Bronze (do persa biring, cobre) é o nome com o qual se denomina toda uma série de ligas metálicas que têm como base o cobre e o estanho e proporções variáveis de outros elementos como zinco, alumínio, antimônio, níquel, fósforo, chumbo entre outros com o objetivo de obter características superiores à do cobre somente.

O material é de fácil derretimento e, por isso é muito procurado por ladrões. Em média, o quilo de cobre é vendido por R$ 10,00. “Se há roubo destes materiais é porque há compradores. Se as empresas que compram estes produtos não atinarem para sua procedência, dificilmente o problema será resolvido”, ressaltou Edson.