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Repam tem forte protagonismo na defesa da vida dos povos e bioma Amazônico

Formada pela convergência de nove países, a Repam é uma rede tecida com a participação ativa e corresponsável em defesa da vida na Amazônia.

07/11/2017 14:26:00


Com o objetivo de identificar caminhos para a evangelização, especialmente dos povos indígenas, o Papa Francisco anunciou em outubro a convocação de uma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica. O anúncio foi recebido pelo Brasil com grande entusiasmo, uma vez que no território existem diversas dioceses amazônicas e que, desde 2014, contam com o apoio da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam).

Formada pela convergência dos nove países – Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa – que formam a Pan-Amazônica, uma região com 7,8 milhões de quilômetros quadrados onde vivem 33 milhões de habitantes, incluindo 1,5 milhão de indígenas, a Repam é uma rede tecida com a participação ativa e corresponsável em defesa da vida na Amazônia.

Ela se propõe a escutar, acompanhar, animar, formar e unir forças para responder aos grandes desafios socioambientais. É um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que aposta no protagonismo dos povos amazônicos na defesa e no cuidado da casa comum através de um serviço de interconexão e articulação das ações.

“Estamos convocados a construir e fortalecer uma grande rede em defesa da vida dos povos e bioma amazônico, e a resistir a lógica do lucro que destrói a nossa casa comum, a Amazônia, o planeta Terra”.

Atualmente a rede tem como presidente o arcebispo emérito de São Paulo, cardeal Cláudio Hummes, que juntamente com outros bispos da Pan-Amazônica, nunca mediu esforços para que o Papa Francisco acolhesse a sugestão de se realizar um Sínodo que estivesse voltado para a realidade amazônica.

Em entrevista à Rádio Vaticano, especialmente quando soube do anúncio feito pelo pontífice, o cardeal agradeceu a Deus e parabenizou todos os bispos da Pan-Amazônia que segundo ele “fizeram realmente uma força muito grande” para que o Papa chegasse a esta decisão do Sínodo que “será, portanto, de importância universal”.

Com o Sínodo de 2019, a criação da Repam se posiciona, mais uma vez, como um incentivo e relançamento da obra da Igreja na Amazônia, “identificando novos caminhos para a evangelização dessa porção do Povo de Deus”, como afirmou o Papa Francisco.

 

CNBB