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Etapa 2018 da Missão Diocesana Juvenil (MDJ) é realizada em Guarapuava

Por dois anos (2018 e 2019), no mês de Janeiro a paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Guarapuava, acolhe a MDJ. Nesta ocasião, realizar missão em ambiente urbano é o grande desafio.

05/02/2018 15:34:00


De 20 a 28 de janeiro de 2018, a paróquia Nossa Senhora de Fátima e São Carlos Borromeu, em Guarapuava, acolheu a sétima edição da Missão Diocesana Juvenil (MDJ). Este ano, a experiência foi a de promover a Missão em ambiente urbano. Os trabalhos missionários de visita aos moradores no território da paróquia, nesta oportunidade, foram desenvolvidos na terceira semana de janeiro, período de férias estudantis.

A MDJ 2018 teve como lema: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5) e contou com a participação efetiva de 184 jovens das diversas paróquias e comunidades da diocese. Também atuaram na semana de missão, os padres Sebastião Gulart, Adalto Bona, Valdecir Badzinski, além do pároco local, padre Carlos de Oliveira Egler. Outros padres da diocese também colaboraram nas celebrações e animações da MDJ.

Grupos de 16 e 18 missionários visitaram dez setores, quatro em áreas urbanas e seis em localidades rurais de abrangência da paróquia.

No dia 20 de janeiro, início dos trabalhos, os jovens foram recebidos na matriz, onde teve a “Manhã de Espiritualidade”, um momento de concentração para os desafios da missão.

A MDJ, no entanto, tem duração de dois anos em cada paróquia e, neste período, além dos trabalhos de evangelização, também há a oportunidade de avaliação de todos os pontos trabalhados.  A sexta edição do evento foi realizada na paróquia Santo Antônio de Pádua, em Rio Bonito do Iguaçu nos anos de 2016 e 2017.

O intuito dos trabalhos da MDJ é envolver o maior número de pessoas possível em prol da renovação dos compromissos cristãos e humanos. A ideia, conforme a Pastoral Juvenil; é promover discussões e desenvolver projetos que beneficiem a comunidade que recebe a missão em seus vários setores, mas sem perder o foco evangelizador dos serviços. Também de acordo com a Pastoral, há um crescimento pessoal expressivo para os jovens missionários com base na convivência e percepção de valores humanos e novas realidades que, por vezes, estão à volta, mas que não são notadas.

“A cada edição dos trabalhos, há um grande aumento no número de jovens querendo participar. Isto nos alegra, mas também nos aponta que precisamos ter responsabilidades e compromissos firmes em relação às tarefas que desenvolveremos e também aos objetivos dos nossos trabalhos que visam unir a Igreja”, contou Felipe Geraldo Madureira, coordenador da Pastoral Juvenil na diocese.

Músicas, dinâmicas, brincadeiras, pregações da Palavra, vigília e celebrações de missas fizeram parte da primeira etapa missionária. Os serviços contaram com muitos voluntários, conforme os organizadores, que prepararam os missionários e também deram apoio espiritual e logístico durante a semana de MDJ.

Para o administrador da paróquia Nossa Senhora de Fátima, padre Carlos de Oliveira Egler, acolher a MDJ na comunidade, foi sinônimo de grande satisfação, pois conforme grifa, é uma oportunidade única e valiosa para se praticar a evangelização e promover a partilha junto às pessoas. “A MDJ é uma proposta evangelizadora que envolve a juventude, a família e a comunidade. Este é o décimo terceiro ano de missão em nossa diocese e já podemos contabilizar, com alegria, seus resultados positivos. Toda missão injeta novo ânimo nas comunidades que, desde os encontros de preparação para os trabalhos, vive intensamente a partilha, a solidariedade e a perseverança”, observou o sacerdote.

ENCONTROS DE PREPARAÇÃO

Desde o encerramento das atividades da MDJ anterior, as equipes passam a se reunir para planejar a nova Missão. Este é um trabalho que não pode parar, segundo destaca a coordenação, pois caso isso ocorra, há perdas em tudo o que foi desenvolvido até então. Os encontros de preparação, de acordo com os organizadores, têm por objetivo detalhar o que vai ser trabalhado ao longo das duas etapas da MDJ, mas também motivar os jovens para que se sintam em constante missão, repassando aos outros missionários seus conhecimentos e partilhando das experiências vividas.

EXPERIÊNCIAS MISSIONÁRIAS

Participantes da MDJ 2018 falaram das experiências adquiridas com os trabalhos e reforçaram a importância da Missão tanto para quem realiza quando para quem recebe a visita dos missionários.

 “Foi uma semana muito abençoada e tranquila. Tivemos muitos frutos e pudemos perceber a alegria dos jovens em doar a sua vida em prol do Reino de Deus e de Seu projeto. Com isso eles apresentam uma face jovem do rosto de Deus, eles mostram uma Igreja viva e com um grande potencial em mostrar-se também o jovem. Sem dúvida, é muito gratificante ver os jovens sorrindo enquanto fazem missão, e chorando de alegria e também com sentimento de saudade durante a missa de encerramento. É muito gratificante perceber que os jovens conseguiram realizar uma experiência de Deus durante a semana de missão e que conseguiram não só transmitir isso, mas levaram outras pessoas à mesma experiência. A MDJ, mais uma vez foi exitosa em seu objetivo de evangelização juvenil. Estamos muito contentes com a edição de 2018. Foram muitas bênçãos”, disse Felipe Geraldo Madureira.

“Não há palavras para descrever o que foi essa missão. Foi um grande aprendizado que levarei para a vida toda. Serei eternamente grata a Deus por ter me proporcionado viver esta experiência maravilhosa de fé. Nessa missão eu me reencontrei na fé, pois eu estava deixando minha chama apagar, no sentido da oração. Era gratificante chegar toda noite, mesmo muitas vezes cansados, com sono, mas Deus nos dava força de rezar o santo terço e, com isso, voltei a sentir o amor de Deus por nós. E a palavra que resume essa MDJ é Gratidão”, descreveu Suelen Taís Joas de Oliveira, da cidade de Pitanga.

“Fazer parte da MDJ é ir ao encontro de Cristo que nos chama no coração daqueles que nos recebem. Quando saímos de nossas casas para ir a um lugar onde não conhecemos, Jesus passa à nossa frente e prepara milhares de pessoas para nos receber, porque não vamos para falar de algo novo, vamos apenas para reavivar o mesmo Cristo que já se encontra naquele lugar. Com a etapa de 2018, o setor Rio do Corvo pôde perceber que, não somos pessoas separadas e que caminhamos sozinhos, nós somos a Igreja de Cristo que carrega uma grande Cruz, mas carregamos juntos. Eu sou Igreja, você é Igreja, somos a Igreja do Senhor. Irmão vem e ajuda, irmã vem e ajuda a edificar a Igreja do Senhor”, enfatizou o seminarista Nicolas Thanrique, da cidade de Laranjal.

“A palavra que define a participação na Missão Diocesana Juvenil é gratidão. Durante a semana de missão, levamos para as pessoas a palavra e o amor de Deus e em troca, recebemos inúmeras graças e uma grande bagagem de conhecimentos. Aprendemos muito com todas as pessoas da comunidade e também com os irmãos missionários do grupo”, falou Criseli Matias, da cidade Boa Ventura de São Roque.

“Foi uma experiência muito proveitosa, totalmente diferente das outras etapas que participei, pois fiquei na cidade dessa vez. Conheci realidades que coincidem mais com a que a gente vive no dia a dia, pelo fato de morar na cidade também. Conheci pessoas de diferentes classes, formei família com pessoas de cidades distintas, realizando atividades que me fizeram mudar algumas atitudes! Foi uma missão e tanto. O objetivo era evangelizar, e acabei sendo evangelizado, foi divino, que venha 2019”, comemora Yuri Rocha, da cidade de Candói.

“Ser igreja é sair de casa e ir cada vez mais longe levando o Evangelho nos lugares mais inesperados. Fazer parte da MDJ é levar juntamente com o Evangelho, a alegria de ser jovem, para deixar marcas profundas por onde passar. Neste ano de 2018, estar no Setor Rio do Corvo mostrou ainda mais a importância do jovem trabalhando para o bem da comunidade católica e também de outras religiões. Nosso trabalho vai além do que imaginamos”, descreveu Maria Elisa Krutsch Ribeiro, da paróquia Divino Espírito Santo, em Guarapuava.

“Fui para a MDJ pela primeira vez. Voltei com uma bagagem de aprendizado tanto na espiritualidade quanto na convivência com os outros missionários. Fiquei no setor Marrecas e Matinhos. Logo na chegada, percebemos a grande e bela acolhida. Todos da comunidade já estavam nos esperando. Um momento que mexeu muito comigo, foi na noite da vigília, onde eu pude sentir a presença e o beijo de nossa mãe, Maria. Agradeço a todas as famílias das comunidades que visitei. Agradeço aos padrinhos, madrinhas e aos anjos dos grupos. Se Deus quiser, quero participar das outras etapas”, exemplifica Altemio Ferreira, da cidade de Rio Bonito do Iguaçu.

“Uma nova experiência que jamais irei esquecer. Para quem só fez missão no interior, chegar à cidade e ser recebido do modo que fomos, é gratificante. A missão nos chama e nos desperta para muitas vocações. Ela acende novas luzes no coração do jovem. O amor pela missão  é  o mesmo amor que Cristo  teve por nós  ao dar sua vida na cruz”, sublinha Orlei Lima, da cidade de Candói.

“Esse foi meu terceiro ano de missão e, sem duvida alguma foi um ano que vai ficar marcado na memória. Tive o imenso prazer de trabalhar no setor Morro Grande. Lá, notei a alegria das pessoas em receber os missionários. Foi uma troca de experiências e de muitas orações. Estou ansioso para a nova etapa”, grifa João Willian Oliveira, da paróquia São Luiz Gonzaga, em Guarapuava.

 

 

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