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Brasil: 154 pessoas morreram com febre amarela desde julho passado

Vale lembrar que os mosquitos silvestres têm predileção por sangue de macacos e o Aedes aegypti, pelo sangue humano. Essas preferências vêm de milhões de anos de evolução.

20/02/2018 14:28:00


O Ministério da Saúde atualizou os dados sobre e febre amarela no Brasil, no dia 16 de fevereiro último, de acordo com informações repassadas pelas secretarias estaduais. Desde julho do ano passado, foram 464 casos confirmados, sendo que 154 pessoas morreram devido à infecção.

Foram recebidas 1.626 notificações neste período de pacientes com suspeita de febre amarela. Os órgãos de saúde descartaram 684 casos e 478 ainda estão sendo investigados.

O ciclo de contabilização dos dados é feito a partir de julho e termina em junho do ano seguinte. De acordo com o Ministério da Saúde, isso ocorre devido à sazonalidade da doença, que concentra a maior parte dos casos no verão.

Neste início de ano, o país está concentrando a maior parte dos casos do ciclo atual. Em comparação com o mesmo período entre 2016 e 2017, há uma queda de 12% no número de infecções confirmadas neste ano, e de 7% nas mortes.

Uma das maiores preocupações dos cientistas que estudam a febre amarela e de autoridades que tentam controlar o atual surto da doença é evitar que o vírus comece a ser transmitido nas cidades pelo mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue, chikungunya e zika.

A epidemiologista clínica de Porto Alegre (RS) Dra. Miriam Sommer dá algumas informações sobre o que contribui para o aumento de casos da febre amarela.

Por enquanto, o Brasil só vem registrando casos de contaminação por mosquitos dos gêneros Haemagoguse Sabethes, que são silvestres - ou seja, vivem em florestas.

O surto poderia ter sido pior se as pessoas estivessem sendo infectadas dentro de centros urbanos, não apenas em áreas de parques e florestas.

Uma das diferenças centrais entre a febre amarela urbana e a silvestre está nos mosquitos que transmitem o vírus em cada ambiente.

Vale lembrar que os mosquitos silvestres têm predileção por sangue de macacos e o Aedes aegypti, pelo sangue humano. Essas preferências vêm de milhões de anos de evolução e adaptação genética desses dois tipos de inseto.

Vatican News, G1 e BBC Brasil

Foto: FP