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Guarapuava sedia primeiro encontro diocesano de Catequese de 2018

O evento foi realizado na Casa de Líderes Nossa Senhora de Guadalupe e teve a coordenação vigário da paróquia Sant’Ana, padre João Inácio Kolling. Mais de 90 pessoas participaram.

20/02/2018 18:23:00


A Casa de Líderes Nossa Senhora de Guadalupe, em Guarapuava, sediou o primeiro encontro diocesano da Catequese de 2018. O evento que reuniu mais de 90 pessoas foi realizado no último dia 17 de fevereiro.

O vigário da paróquia Sant’Ana, em Guarapuava, padre João Inácio Kolling, conduziu os trabalhos e teve apoio da coordenadora da Catequese no Decanato Centro da diocese, Joelma de Fátima Alves de Souza.

Conforme disse Joelma em entrevista à Central Cultura de Comunicação, o encontro estava previsto em calendário e serviu como fator motivador para os catequistas e coordenadores da Catequese nas paróquias. Ela também destacou que o número de participantes surpreendeu a organização do evento. “O encontro estava previsto em calendário desde o ano passado. Esperávamos cerca de 60 participantes e vieram mais de 90, entre coordenadores e catequistas. Este é um número ótimo e serve de motivação para todos nós. Esperamos e acreditamos que cada um dos presentes leve o melhor deste trabalho para suas comunidades e que disseminem este conhecimento a todos à sua volta. Este encontro foi uma forma de unir os decanatos e juntos, caminharmos da melhor maneira com a Catequese em nossa diocese”, comemorou Joelma.

Padre João Inácio, por sua vez, contou que trabalhar o tema foi uma experiência muito proveitosa. Ele ministrou o curso embasando a Catequese com a antropologia. Segundo o sacerdote, a proposta apontou novos caminhos e possibilitou melhor entendimento por parte dos coordenadores e catequistas que lá estavam. “Primeiramente, surgiu a proposta de se relacionar catequese com antropologia. A antropologia é uma ciência que estuda o homem e sua manifestação cultural e, como a catequese está neste contexto (cultural) e se vale destes valores, ela vive, atualmente, uma crise. A cultura está em crise. A antropologia permite avaliar alguns elementos de leitura, de visão de mundo que movem as pessoas e permitir que estas, mesmo os catequistas, tenham uma visão muito aberta diante destes conflitos que se apresentam”, indicou padre João Inácio.

O sacerdote também observou que atualmente há várias tendências dentro da sociedade e que muitas das pessoas, sobretudo os jovens, enveredam por estes caminhos e os resultados nem sempre são bons para as pessoas e também para a Igreja. “Há uma tendência fundamentalista muito forte hoje, de se voltar para o passado, de cultuar e viver de maneira diferente, desde vestes, discurso e modo de ser. Mas também há a tendência de se viver no futuro, de gente que quer tudo novo, tudo diferente. E há também, a pessoa que vive o hoje, o presente, sem buscar nada, sem pensar no futuro, nem no passado. Estas pessoas querem curtir e deixar fluir o ‘aqui e agora’, sem preocupação com nada. Isto também pode gerar o caos na sociedade. Dentro disso, de toda esta situação, a Catequese deve ter isto diante de si para que o jeito de Cristo possa fermentar alguma coisa nova, para que cada um possa ser melhor”, discorreu padre João.

Teoria, dinâmica de grupos e troca de experiências entre as realidades das paróquias e comunidade também fizeram parte do dia de formação.

Informações e foto: Central Cultura de Comunicação