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Grupo de Trabalho Quilombolas da CNBB busca novo dinamismo do documento nº 105 em 2018

Segundo Dom Zanoni Demettino Castro, o GT fará um planejamento para animar o serviço da Igreja junto às comunidades quilombolas do Brasil, no sentido de reconhecer o direito às suas terras.

15/05/2018 11:43:00


O Grupo de Trabalho (GT) sobre os Quilombolas reuniu-se na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasília no dia 14 de maio, com o objetivo de impulsionar um novo dinamismo ao documento número 105 da série verde da Conferência, que tem como título “A Igreja e as comunidades quilombolas” e também o trabalho da Pastoral Afro-Brasileira.

Segundo o bispo de Feira de Santana (BA), Dom Zanoni Demettino Castro, referencial da Pastoral Afro-Brasileira, o GT fará um planejamento para animar o serviço da Igreja junto às comunidades quilombolas do Brasil, principalmente reforçar a luta pelo reconhecimento de suas terras e contra a perda de direitos.

Conforme o bispo, o grupo também apoiará a retomada do trabalho da pastoral Afro-Brasileira. “O maior desafio segundo o bispo é o de sustentabilidade e de reestruturação do secretariado da pastoral e de uma estrutura que dê respaldo ao trabalho de animação e articulação”, disse. A pastoral é responsável por organizar o X Congresso Nacional das Entidades Negras Católicas, previsto para o ano de 2020.

COLEÇÃO VERDADE Nº 105

Aprovado na 51ª Assembleia Geral da CNBB, o documento organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, busca contribuir para a atuação da Igreja frente à realidade das comunidades quilombolas.

O Documento 105 está dividido em três partes, pelo método: Ver, Julgar e agir. Na primeira parte (Ver) aborda, entre outras coisas, um contexto histórico narrando a maneira como os negros foram trazidos para o Brasil e escravizados, o modo como aconteciam as torturas, a violência e injustiças, e também a maneira como teve início a formação dos quilombos e as resistências em busca da liberdade.

A segunda parte (Julgar) traz a inspiração, iluminação bíblica e dos Documentos da Igreja em relação a toda situação da escravidão. A terceira e última parte (Agir), composta pelos encaminhamentos, exigências e direitos que devem ser efetivamente consagrados para os Quilombolas e seus territórios, além dos novos rumos a serem tomados.

 

CNBB