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Guarapuava sediou XXI edição das Olimpíadas Estadual das Apaes

Durante toda a semana de duração do evento, houve grande movimentação dos atletas, professores, coordenadores e equipe técnica pelas ruas de Guarapuava. Os hotéis da cidade ficaram lotados durante as Olimpíadas das Apaes.

14/09/2018 15:04:00


Na fotos: Equipe da Apae/Guarapuava 

De 08 a 13 de setembro, Guarapuava foi sede da XXI edição das Olimpíadas Estadual das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes). Esta foi a primeira vez que a cidade sediou este tipo de evento. Mais de mil e duzentos atletas, divididos em treze modalidades, de pelo menos trezentos municípios do Estado participaram dos jogos com trinta seleções.

A prefeitura de Guarapuava foi parceira no evento considerado de extrema importância para a população, uma vez que mostra o potencial e o exemplo de superação dos excepcionais de todo o Paraná em se tratando das atividades esportivas.

O presidente da Federação Estadual das Apaes, Fernando Meneguetti, e a presidente da Apae de Guarapuava, Marcia Cristina Faria, agradeceram as parcerias da prefeitura, empresas e outras instituições para que a cidade fosse a sede do evento.

Durante o lançamento das Olimpíadas, no dia 27 de agosto, na sede da Faculdade Guairacá, o grupo Corpo e Movimento, integrado por alunos da Apae de Guarapuava, fizeram uma apresentação de dança e emocionaram os presentes. Também participaram do lançamento o secretário de Estado de Esporte e Turismo do Paraná, Douglas Fabrício; vice-prefeito e secretário de Agricultura e Turismo de Guarapuava, Itacir Vezzaro; vice-presidente da Federação Estadual das Apaes, Pedro Paulo Bazana; coordenador do evento, Paulino Hykavei Junior; secretário de Esportes e Recreação de Guarapuava, Pablo Almeida; secretária de Educação e Cultura de Guarapuava, Doraci Senger Luy; diretor geral da Faculdade Guairacá, Juarez Matias Soares; vice-presidente do Conselho Regional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Pedro Martendal; representantes da Polícia Militar, 26º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) e Corpo de Bombeiros, além de alunos da Apae.

EVENTO

Durante toda a semana de duração do evento, houve uma grande movimentação dos atletas, professores, coordenadores e equipe técnica pelas ruas de Guarapuava. Os hotéis da cidade ficaram lotados durante as Olimpíadas das Apaes. Ao fIM do encontro de seis dias, muitos se disseram com saudade dos trabalhos realizados e gratificados pelas amizades que conquistaram.

O encerramento dos jogos foi no dia 13 de setembro, com um almoço que reuniu todos os participantes. Logo depois, no início da tarde, as delegações retornaram aos municípios de origem, levando na bagagem, segundo disseram, a melhor impressão de Guarapuava.

“A competência, a organização, a acolhida e a união marcaram o evento em Guarapuava. Pela primeira vez nossos atletas ficaram hospedados em hotéis, porque geralmente ficam em escolas. Não houve nenhum problema e Guarapuava está de parabéns”, disse o professor Daniel Golfieri de Oliveira, da Apae de Ribeirão do Pinhal.

Os organizadores do evento foram unânimes em assentir que a maior dificuldade enfrentada, foi em relação à questão financeira. O investimento de um milhão de reais, dos quais, quinhentos mil (reais) foram usados apenas com a hospedagem, foi motivo para tirar o sono de muitos dirigentes das delegações que participaram das Olimpíadas das Apaes. Realização de licitações, espera pela aprovação e chagada dos produtos esportivos adquiridos, bem como a liberação dos recursos, representaram grande estresse aos envolvidos no processo esportivo.

“Foram noites de insônia, muito choro, mas também de muita união, de muita superação e de muita parceria”, disse a presidente da entidade, Márcia Cristina Faria Nagase. Outro consenso foi em relação à participação decisiva e a vontade política do prefeito Cesar Silvestri Filho em viabilizar o evento, conforme sublinha a presidente. “Se não fosse o prefeito Cesar Filho não sabemos o que teria acontecido. A vontade política dele foi fundamental”, diz Márcia. A doação da vice-presidente da Apae, Marilda Muller também foi reconhecida. “A Marilda foi uma gigante”, resume.

Mas a atuação de voluntários de todas as faixas etárias também moveu as Olimpíadas. “Esse evento nos mostrou que não somos nada sozinhos, que precisamos do outro”, sublinhou a presidente da entidade em Guarapuava.

O secretário municipal de Esportes, Pablo Almeida, comunga da mesma opinião. “Foi um evento construído e realizado por muitas mãos e que nos deixa um legado de amor. Tudo saiu perfeito, sem imprevistos, um ajudando o outro. Já participei de muitos jogos, mas nenhum se iguala a este. Guarapuava não será mais a mesma depois das Olimpíadas das Apaes”, considera.

DEMANDAS

Para que tudo desse certo, as demandas foram divididas em equipes. A cozinha, por exemplo, envolveu oito cozinheiros em três turnos, com quarenta e cinco voluntários, sob a coordenação do professor do curso de gastronomia da Faculdade Guairacá, Renato Gabriel de Lima. Ele convidou acadêmicos, pais e voluntários de outros cursos para ajudar nas tarefas. Jéssica da Fontoura Cararo e Paulo Vier são egressos do curso de gastronomia e trabalharam os seis dias para ajudar a cozinhar vinte e quatro toneladas de alimentos, distribuídas em trinta mil refeições entre almoço, lanche e jantar, numa média diária de doze horas de trabalho. “Todos têm que se doar um pouco e é também um grande aprendizado”, disseram.

Com informações do Portal Rede Sul de Notícias e da Assessoria de Comunicação da prefeitura de Guarapuava

Fotos: Rede Sul de Notícias e Fer Gomes

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