segunda-feira, 22 de abril de 2019

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Abertura oficial da causa de beatificação do padre Pedro Arrupe Gondra

No verão de 1981, padre Arrupe sofreu um enfarte que o deixou paralisado e mudo. Deixou seu encargo, e morreu em 1991, vivendo todo este tempo da doença rezando pela Companhia que tinha guiado por mais de trinta anos.

06/02/2019 15:30:00


No dia 05 de fevereiro, fooi realizada a sessão de abertura para o início do inquérito diocesano sobre a vida, as virtudes heroicas e a fama de santidade do Servo de Deus, Pedro Arrupe Gondra, jesuíta, Superior-Geral da Companhia de Jesus. A cerimônia ocorreu na Sala da Conciliação constituída para o Tribunal no Palácio Apostólico Lateranense e contou com a presença do postulador jesuíta, padre Pascual Cebollada. O  rito foi presidido pelo cardeal vigário Angelo De Donatis. Estiveram presentes no ato, o Delegado Episcopal Dom Slawomir Oder; o Promotor de Justiça Dom Giuseppe D’Alonzo; o notário Marcello Terramani e o notário adjunto Francesco Allegrini.

MISSIONÁRIO NO JAPÃO

Padre Arrupe nasceu em Bilbao, na Espanha em 14 de novembro de 1907. Estudava Medicina em Madri, quando amadureceu a decisão de se tornar jesuíta. Entrou para o noviciado em 1927 e no final da formação foi enviado ao Japão como missionário. Tornou-se mestre dos noviços e estava em Hiroshima quando foi lançada a bomba atômica sobre a cidade, no dia 06 de agosto de 1945. Para ajudar a população transformou o noviciado em um hospital de campo, e graças à sua formação médica ajudou muitos feridos. Essa experiência marcou-o profundamente.

DEDICAÇÃO

Em 1965 foi eleito Superior Geral da Companhia de Jesus, acompanhando a ordem dos padres jesuítas rumo à grande transformação que representa o Concílio Vaticano II: o grande esforço de renovação que a Igreja enfrenta se reflete também na vida e nas obras dos jesuítas, que se perguntam o que o Senhor espera deles naquele momento de tantas mudanças.

A questão sempre presente no seu coração foi a atenção aos últimos: foi sob a sua direção que a Companhia reinterpreta a sua missão como serviço da fé e promoção da justiça. De maneira particular, padre Arrupe dedica-se aos refugiados, pedindo para toda a Companhia que responda a esse desafio. Foi graças a ele que hoje o JRS (Jesuit Refugees Service) é ativo em muitas regiões do mundo, entre as quais a Itália através do Centro Astalli.

No verão de 1981, padre Arrupe sofreu um enfarte que o deixou paralisado e mudo. Deixou seu encargo, e morreu em 1991, vivendo todo este tempo da doença rezando pela Companhia que tinha guiado por mais de trinta anos.

 

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