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PONTA GROSSA: Missionários refletem sobre a alegria do Evangelho

Mais de mil pessoas vindas de todas as paróquias e comunidades da diocese participaram do retiro missionário.

01/03/2019 09:56:00


Uma Igreja missionária na alegria do Evangelho. A expectativa idealizada quando da realização do retiro missionário, ocorrido nos dias 23 e 24 de fevereiro, em Ponta Grossa, foi superada. Afinal, todas as 46 paróquias da diocese estavam representadas; mais de 1.100 pessoas participaram; 23 paróquias da cidade-sede acolheram os missionários das 23 paróquias de outros municípios, envolvendo cerca de 500 famílias ponta-grossenses que hospedaram em suas casas os missionários e tomaram, juntos, o café da manhã partilhado no domingo. A avaliação é do coordenador diocesano da Ação Evangelizadora, padre Joel Nalepa, que considerou ainda extremamente motivadora as falas de Dom Mário Spaki, bispo de Paranavaí, e Odaril José da Rosa, coordenador do Conselho Missionário do Regional Sul 2 (Comire).

“Eles foram muito felizes na maneira de falar do tema ‘alegria do Evangelho’. Por tudo isso; pelas reações e presença do povo valeu muito a pena!”, resumiu padre Joel. O retiro reuniu todas as lideranças das paróquias, sábado e domingo, na sede da Vila Marina do Colégio Sagrada Família. Ao todo, 1.100 pessoas estiveram presentes, destas, 1.003 eram missionários. Mas, também participaram sacerdotes, catequistas, integrantes de conselhos pastoral e econômico, seminaristas e ministros. Dom Mário Spaki se disse surpreso. “Ver gente de todas as paróquias, todas representadas, isso significa que a dimensão missionária continua em alta em Ponta Grossa, como sempre foi; cujos frutos são grandes, entre os quais o Pedro e a Salete (Lang), que saíram daqui e foram trabalhar na Guiné-Bissau, na África”, comentou o bispo, que é de Irati e coordenou o processo missionário da diocese de Ponta Grossa, a partir de 2007.

“É com grande alegria que volto trazendo assuntos que já tinha trabalhado e, agora, com uma nova perspectiva: falando a figura do missionário enquanto pessoa. Como cada um pode ser missionário no dia a dia”, afirmou. De acordo com Dom Mário, o trabalho missionário não vai parar, não vai baixar de força porque está recebendo uma injeção de ânimo. “Vimos nos testemunhos, muito fortes, as pessoas emocionadas porque a missão toca, mexe, converte, entusiasma, arrasta”. Odaril da Rosa enalteceu a iniciativa da diocese de iniciar os trabalhos nas paróquias com um retiro, “para abrir essa consciência que todos os movimentos, pastorais são missionários e não apenas aqueles integrantes dos grupos de animação. Todo o batizado, por excelência, é um missionário, e, muitas vezes nem sabe que é. Precisamos é fazer as atividades que já fazemos na dinâmica que o Papa Francisco pede: para fora”, orientou. Odaril usou o exemplo das aulas de catequese. “Por que tem de ser no salão da igreja e não na casa de um catequizando? É preciso ser missionário nos ambientes que a gente frequenta”.

O bispo de Ponta Grossa, Dom Sergio Arthur Braschi, considerou o retiro muito enriquecedor. “Tocou muito o coração de todos os que puderam vir. Agora, passaremos para um segundo momento muito importante: em março e abril teremos de fazer ressoar isso tudo nas paróquias, repassar os conteúdos da Evangelii Gaudium, a exortação ao Evangelho da Alegria. É fundamental levar o retiro para as comunidades porque, a partir de maio, teremos gestos concretos. A sugestão ouvida aqui é para que haja ações mês a mês”, comentou o bispo.  Outra expectativa é fazer crescer o ardor missionário até a assembleia diocesana do dia 24 de agosto, quando serão escolhidas as novas prioridades para a Diocese. “E esse ardor missionário, sem dúvida, vai estar presente em nossa assembleia para os próximos anos”.

IMPRESSÕES

O aspecto diferente do retiro foi a dinâmica de ver famílias das paróquias dos Setores de 1 a 4, localizadas na sede da diocese, hospedarem e servirem  o café da manhã, no domingo, para os missionários vindos dos setores de 5 a 8. Araci de Oliveira Pereira, da paróquia Nossa Senhora do Pilar, acolheu dois missionários de Castro. Ela própria é missionária e considera muito importante esse tipo de intercâmbio. “Fiquei muito animada em recebê-los. Coisa muito boa e que precisava muito ser feita”, disse. Ana Cristina, da Nossa Senhora do Rosário, de Castro, considerou as falas de sábado muito úteis na missão de missionário. “Gostei muito. À noite, fui acolhida por uma família maravilhosa. Só tenho a agradecer à família e à paróquia, muito obrigada!”, considerou.

Padre Joel Nalepa frisou a intenção de repetir a experiência em todas as paróquias da Diocese, por intermédio de cada grupo que participou, com ajuda da paróquias acolhedoras e apoio da coordenação diocesana. “Vamos tentar colocar em prática as pistas para os meses do ano, fortalecer os Grupos de Animação Missionária, fazer visitas e formar grupos com as famílias que foram visitadas já nos anos anteriores, enfim, manter a chama missionária acesa e na alegria do Evangelho propiciar o encontro e o reencontro com Cristo a quem somos enviados”, adiantou, citando também a necessidade de preparar assembleia a diocesana do dia 24 de agosto, à luz das novas Diretrizes da CNBB e em vista do centenário da Diocese, em 2026.

Assessoria de comunicação diocese de Ponta Grossa