terça-feira, 15 de outubro de 2019

Artigo

ARTIGO: Referência de encontro com Cristo, o Cursilho se torna cada vez mais necessário na vida do católico

Fazendo o Cursilho descobri que era uma católica que não sabia dar as razões da minha fé e que estava na Igreja, simplesmente para seguir uma tradição de família.

09/09/2019 08:48:00


Estamos, com muita alegria, comemorando o jubileu de ouro do Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) em nossa diocese.

Em 1984 fiz o 24° Cursilho Feminino, ainda jovem, e isso fez toda a diferença nas minhas escolhas e prioridades de vida, na condução do meu casamento, educação dos filhos e atividade profissional.

Fazendo o Cursilho descobri que era uma católica que não sabia dar as razões da minha fé e que estava na Igreja, simplesmente para seguir uma tradição de família. Quando solteira ia à missa por imposição dos meus pais e porque naquele tempo os rapazes iam assistir à “santa saída da missa”. Casei-me na Igreja porque era uma cerimônia muito bonita e as fotos ficavam lindas. Batizei meus filhos porque crianças não deviam ficar sem batismo.

Lembro-me, que no encerramento do meu Cursilho, o pensamento que me ocorria era: “Como pode existir católico que não fez cursilho?”. Sim, porque compreendi que aquilo que havia aprendido na catequese da infância não respondia aos meus questionamentos de adulta.

O MCC é o melhor método de evangelização da Igreja, mesmo sabendo que a Igreja é muito maior do que o Movimento e que Cristo é muito maior do que a Igreja. O cursilho despertou minha sede de conhecimento. Só se ama o que se conhece e a gente não esquece o que ama.

Nunca mais deixei de buscar formação. O Cursilho é meu itinerário de fé e me ensinou que minha principal tarefa é evangelizar os ambientes em que estou inserida seja na família, no trabalho, no lazer, e, assim por diante. Tenho que ser Igreja no coração do mundo. O Cursilho me chamou para um trabalho emocionante e exigente: levar as pessoas a um encontro pessoal com Cristo, em um mundo ferido pelo pecado, pela violência, pela corrupção, pela depressão, pelo consumismo, e pela injustiça.

Quem se torna cursilhista, vai sentir até o fim da sua vida, uma santa angústia pela busca da santidade de existência, porque encontrar Cristo é uma experiência de transformação pessoal e a conversão é um processo que se dá na totalidade da nossa peregrinação neste mundo.

Na origem do Movimento de Cursilhos, houve uma graça especial, concedida por Deus, um carisma que devemos zelar com muito empenho porque é, ainda hoje, um instrumento precioso e muito atual de evangelização. E a Igreja precisa contar com homens e mulheres que vivam uma forte experiência de encontro com o Senhor; uma experiência que envolva toda a vida e lhe dê sentido, e os levem a querer transmitir isso para outros homens e mulheres.

Josane Manente Melhem -  24° Cursilho Feminino, 1984.