sábado, 31 de outubro de 2020

CNBB Sul 2

Escola da Missão na África inicia aulas do Jardim Infantil

O Jardim Infantil Irmã Clara Giacopuzzi é a primeira fase da escola que está sendo construída pela Igreja do Paraná, na Missão São Paulo VI, na Guiné-Bissau.

16/10/2020 10:23:00


Em 5 de outubro, a Missão São Paulo VI, na Guiné-Bissau, África, viveu um dia histórico: o início do ano letivo do Jardim Infantil Irmã Clara Giacopuzzi. Esse é o primeiro passo de um sonho dessa Missão Ad Gentes da Igreja do Paraná, que naquele atua naquele País em três âmbitos: evangelização, saúde e educação. O jardim infantil é a primeira fase da escola, que visa atender até o ensino técnico.

A construção da escola começou em setembro de 2019, após o lançamento, no Paraná, da ação missionária: “Escola para a Missão São Paulo VI”, em vista de arrecadar recursos para a construção e manutenção da obra. Devido ao contexto de pandemia, essa ação que deveria durar um ano, foi prorrogada até setembro de 2021.

As incertezas e a insegurança financeira, no entanto, não impediram que a Missão continuasse e concluísse a construção do primeiro bloco do projeto da escola, a fim de que o Jardim Infantil pudesse iniciar suas atividades ainda este ano. Este prazo foi um compromisso assumido pela Igreja do Paraná com a comunidade guineense e, apesar da missão não dispor de todos os recursos, o regional conseguiu emprestar o suficiente para que a obra fosse concretizada.

PREPARAÇÃO PARA O INÍCIO DO ANO LETIVO

Simultaneamente à edificação física da escola, pedagogas e professoras do Brasil e da Guiné-Bissau, juntamente com os missionários, trabalharam na edificação do Plano Político Pedagógico (PPP) para que fosse possível iniciar as atividades neste ano. Do Brasil, as professoras e pedagogas voluntárias Giselle Soluchinsky Mazuroski, Silvana Schuindt, Berenice Cheniski e Maria Seli da Cruz Santos (que esteve um período em missão na Guiné-Bissau), junto aos professores guineenses Herculano Bassanguê e Armando Delgado Pereira, foram colaboradores importantes para ajudar na construção desse PPP e na formação dos educadores que atuarão no Jardim Infantil.

“Participar da elaboração da Proposta Pedagógica do Jardim Infantil Irmã Clara Giacopuzzi, foi muito gratificante. Mesmo sem pisar no solo africano, enquanto os construtores assentavam os tijolos das paredes da escola, nós, aqui no Brasil, conseguíamos alicerçar o trabalho pedagógico dos futuros educadores. Colaborar nesse projeto foi, antes de tudo, um ato de gratidão por poder relacionar minha formação pedagógica com uma ação missionária católica”, expressou Silvana.

A preparação imediata ocorreu com uma semana pedagógica dos dias 21 de setembro a 2 de outubro. Os oito educadores contratados para iniciar o Jardim Infantil receberam formação dos missionários e das professoras do Brasil, por meio de videoconferências. Entre os diversos assuntos abordados, estiveram o Plano Político Pedagógico, o regimento interno, a matriz curricular, a preparação de aulas e aprendizado de dinâmicas.

“Foi uma semana muito bem aproveitada, tanto para nós missionários, quanto para os educadores que estarão na linha de frente da escola. Foi de grande aprendizado para eles, com momentos de partilha, oportunidade de tirar dúvidas. Eles contaram que aprenderam coisas que nunca tinham visto ou ouvido falar”, contou a missionária Márcia Pereira Vitória, que é a diretora da escola.

O INÍCIO DAS AULAS

Com a edificação do primeiro bloco e a consolidação do plano pedagógico, as aulas iniciaram no dia 5 de outubro com 90 crianças, divididas em três turmas. Assim que as matrículas foram abertas, rapidamente ficaram esgotadas, pois na cidade de Quebo não havia nenhuma escola com princípios e valores cristãos.

A primeira semana de aulas, que ocorrem no período da manhã, foi marcada pela acolhida e a alegria tanto das crianças quanto dos colaboradores e dos missionários. Na Guiné-Bissau, devido ao período de chuvas, o ano letivo tem início em outubro e vai até junho.

“Ver as crianças chegando na escola e depois encontrá-las, alegres, pelos corredores, ver os pais agradecidos pela construção da escola, que será importante para a educação dos filhos, isso nos enche de alegria e orgulho. Estamos felizes porque Deus nos permitiu viver isso na missão”, contou Pércio Pereira Vitória, reitor da Missão São Paulo VI.

A mesma alegria foi expressa pela missionária Márcia. “Depois de acompanhar essa obra desde o começo, com a comunhão e o apoio da Igreja do Paraná, digo que o início desse primeiro ano letivo se resume em alegria e esperança para o nosso povo de Quebo”.

O projeto da escola da Missão São Paulo VI tem três blocos, que serão construídos na medida em que as turmas forem avançando de período. Com essa construção gradual será possível formar os alunos desde a infância até a juventude, e manter a escola aberta para acolher novos alunos.

A escola tem caráter privado, por isso os alunos matriculados pagam uma mensalidade, com um valor estimado para manter os custos de manutenção, materiais e funcionários. O acesso à educação na Guiné-Bissau é precário, apesar do baixo custo para manter uma criança na escola, que é de aproximadamente R$ 30,00 por mês.

Regional Sul 2 da CNBB

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