segunda-feira, 30 de novembro de 2020

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COVID-19 acelera a desnutrição no mundo; populações em risco

A emergência alimentar, consequência da pandemia da Covid-19, afetou e continua a afetar vários Países em todo o mundo. No entanto, a Igreja está sempre na linha de frente para levar ajuda àqueles que já não têm o que comer.

13/11/2020 09:09:00


“Em 2019, 690 milhões de pessoas não tinham alimento suficiente e a Covid-19 colocou mais 130 milhões de pessoas em risco de fome no final de 2020”. Estes são os números dramáticos que abrem o atual número do Boletim sobre pessoas vulneráveis e frágeis em movimento na era da Covid-19, realizado pela Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral. O foco da segunda semana de novembro, foi a emergência alimentar resultante da pandemia do Coronavírus. A Covid-19, de fato, deixou muitas pessoas sem trabalho e, consequentemente, sem capacidade de prover necessidades básicas, tais como a alimentação. Mas felizmente existem muitos exemplos no mundo das ajudas que a Igreja Católica oferece a quem passa por necessidade.

MIANMAR: 1.700 SACOS DE ARROZ DOADOS À POPULAÇÃO

Um primeiro testemunho vem de Mianmar, onde paróquias do Estado de Chin se uniram para enviar arroz e outros produtos de primeira necessidade para as aldeias mais isoladas, incluindo as do município de Paletwa. No fim de outubro, foram doados 1.700 sacos de arroz à população local, enquanto “Karuna”, a Caritas nacional, enviou uma doação em dinheiro para comprar outros alimentos. Além disso, 130 pessoas deslocadas internamente - não só católicos, mas também batistas e budistas - encontraram um ponto de acolhimento na Igreja de São Pedro de Patewa, enquanto outros três mil estão alojados em Samee, em quatro campos temporários: ali, a Igreja Católica, juntamente com o Programa Alimentar Mundial e outras ONG, ocupa-se diariamente deles.

MACAU: REFEIÇÕES GRATUITAS EM MEMÓRIA DE MADRE TERESA

Outro exemplo vem de Macau, onde os missionários claretianos lançaram a iniciativa “Mother Meal”, ou seja, “a refeição da Mãe, em memória de Santa Teresa de Calcutá. O projeto, que recebeu apoio financeiro do bispo local, Dom Stephen Lee Bun Sang, prevê a distribuição de kits de alimentos de sobrevivência a 50 famílias de migrantes afetados pela Covid-19. No futuro, está previsto expandir a iniciativa envolvendo as famílias mais ricas, para que possam apoiar pelo menos uma família carente durante um ano inteiro, criando um verdadeiro “círculo virtuoso” de ajuda.

ÍNDIA: AJUDA DIÁRIA PARA 200 PESSOAS POBRES DE BANGALORE

E novamente da Ásia, precisamente de Bangalore, no Sul da Índia, vem um terceiro testemunho: ali, algumas irmãs de diferentes congregações iniciaram um programa de segurança alimentar que todos os dias leva ajuda a 200 pessoas pobres afetadas pela pandemia. A iniciativa está sendo realizada em conjunto com a “Dream India Network”, uma ONG constituída por leigos e religiosos católicos e ativa em Bangalore desde 2012. Graças a ele, durante o encerramento, mais de quatro mil trabalhadores migrantes receberam pensão e alojamento gratuitos, bem como assistência médica e psicológica online.

Isabella Piro/Vatican News