domingo, 24 de janeiro de 2021

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GUARAPUAVA: Rádio Cultura completa cinquenta anos de fundação em 18 de janeiro

A emissora que atualmente opera na frequência 94,3 FM, foi a primeira rádio a integrar a Central Cultura de Comunicação, empresa que pertence à diocese de Guarapuava.

01/01/2021 05:26:00


O dia 18 de janeiro de 2021 será muito especial, principalmente para a região Centro-Sul do Paraná. Nesta data, a Rádio Cultura, emissora que pertence à diocese de Guarapuava, completa cinquenta anos de fundação.

Com uma programação voltada ao jornalismo, ao entretenimento e, principalmente, à evangelização, há meio século a emissora se mostra como uma das principais fontes de informação e da propagação da Palavra de Deus, para uma grande parcela da população, sem distinção de classe social, preferência política, idade ou credo.

Ao longo de cinquenta anos, a emissora, através de seus profissionais, foi protagonista de inúmeros acontecimentos que marcaram a história da cidade, do Estado, do Brasil e do mundo.

Com intensa capacidade de convergência entre as mais diversas mídias e dinamismo na interação, a Central Cultura de Comunicação, grupo este do qual a Rádio Cultura faz parte, busca, todos os dias, melhorar a qualidade de sua programação, primando sempre pelo respeito, a dignidade e a satisfação de seus ouvintes, leitores, fiéis devotos e patrocinadores.

HISTÓRIA DA EMISSORA

Ano de 1966, uma época em que muita gente ainda não tinha acesso à televisão, a telefonia era deficitária e, nem se imaginava falar de internet no País, surgia em Guarapuava uma nova empresa de comunicação, a Rádio Cultura Nossa Senhora de Belém Ltda.

No dia 18 de junho daquele ano, João Cotlinski, hoje residindo em Curitiba, Admar Schitini Teixeira e Reinaldo Losso (ambos in memorian), pessoas essas ligadas aos serviços da diocese de Guarapuava e indicadas por Dom Frederico Helmel (SVD), primeiro bispo diocesano, assinavam o contrato de radiodifusão criando uma empresa que teria como finalidade a exploração de concessões de rádio que pudessem ser permitidas ou outorgadas pelo Conselho Nacional de Comunicações (CONTEL).

Muitas pessoas, as quais seus nomes não aparecem nos documentos, nem na história oficial, também participaram do início desta obra, como o padre Francisco Schluter, por exemplo, pároco da Catedral Nossa Senhora de Belém na época e que, segundo João Cotlinski, foi com ele até a cidade de Ponta Grossa tomar conhecimento do edital que permitia requerer uma rádio para Guarapuava.

Também em 1966, a empresa, que estava legalmente constituída e apta a candidatar-se a explorar os serviços de rádio, solicitou ao Conselho Nacional de Comunicações o canal de rádio AM que estava disponível para Guarapuava. A autorização foi concedida no ano seguinte, através da portaria 658, de 17 de outubro de 1967.

Em julho de 1968, João, Admar e Reinaldo, transferem, através de escritura pública de testamento, a propriedade da empresa Rádio Cultura Nossa Senhora de Belém Limitada para a Mitra Diocesana de Guarapuava.

Em 18 de janeiro de 1971 a emissora entra no ar em caráter experimental e, em 18 de fevereiro do mesmo ano, a rádio passa a operar em caráter definitivo. Com o decorrer do tempo, no ano de 1976, a empresa transformou-se na Fundação Nossa Senhora de Belém cujo patrimônio foi constituído de todo o ativo e passivo da Rádio Cultura Nossa Senhora de Belém Limitada.

NOVA FASE

No ano de 1981, em 26 de junho, a entrada no ar da primeira emissora em frequência modulada na Região Centro-Sul do Estado, foi considerada um marco na comunicação. Para a diocese de Guarapuava este fato foi de vital importância, pois a Rádio Cultura FM, pertencente à Fundação Nossa Senhora de Belém, passou a levar a voz da Igreja Católica a muitas pessoas, também nesta faixa. Na época a emissora tinha sua abrangência reduzida, devido ao baixo número de receptores com o recurso FM, mas este projeto já vislumbrava, em breve, a popularização do rádio nesta faixa de transmissão. De lá para cá muita coisa mudou. Os receptores se tornaram mais acessíveis, a potência do transmissor foi aumentada, os equipamentos e estúdios passaram (e continuam passando) por constantes atualizações. Com isso, houve a necessidade de profissionalização do quadro de funcionários e da criação de uma programação adequada à realidade do mercado. A mudança resultou no crescimento expressivo da audiência da Cultura 93,7, consolidando sua liderança na cidade e nos municípios do entorno.

Em 1995, os veículos da Fundação Nossa Senhora de Belém foram agrupados à Central Cultura de Comunicação. No mesmo período, era inaugurado o Jornal Cultura, veículo impresso que operou em Guarapuava por um breve período. Naquele ano, também foi criado o portal de notícias, que hoje está com o domínio www.centralcultura.com.br.

A convergência das mídias foi outro fator observado pela Central Cultura de Comunicação, e a disponibilização do áudio das emissoras ao vivo, no formato on demand, em textos, fotos e vídeos foi incorporado ao novo jeito de “fazer rádio”, tudo isso aliado à força da interatividade das redes sociais.

NOVO TEMPO PARA A RÁDIO CULTURA

Em 2014, vislumbrando a migração das AM para a faixa de FM, a Rádio Cultura FM adotou o nome de fantasia de 93FM. Esta decisão foi tomada porque, em breve, o grupo passaria a ter duas emissoras com o mesmo nome, na mesma cidade e operando na mesma faixa, o que confundiria o ouvinte. 

Com a existência na cidade de muitos equipamentos e sistemas de transmissão que usavam as ondas de rádio, as emissoras que operavam em amplitude modulada (AM), passaram a sofrer com as interferências constantes durante a programação.

Muitos foram os fatores que prejudicaram a qualidade do som da AM. As redes de energia elétrica, principalmente de alta tensão, as lâmpadas fluorescentes, os computadores, os celulares e até mesmo os motores dos automóveis provocavam interferência na qualidade do som.

Inicialmente, passou a se falar em digitalização da frequência AM para sanar a deficiência, mas a atitude prática tomada pelo Governo, através do decreto assinado pela à época, presidente Dilma Rousseff, em 7 de novembro de 2013, para solucionar o caso, foi a “Migração do AM”.

Com a implantação do novo sistema, os ouvintes da antiga AM 560, passariam a contar com muito mais qualidade nas transmissões dos programas.

AGILIDADE

Depois da migração autorizada pelo governo federal, não havia tempo a perder. Segundo as regras, a transição ocorreria seguindo a ordem das solicitações. Portanto, quem primeiro fizesse o pedido e apresentasse a documentação, mais cedo receberia a autorização para mudar de faixa.

Com agilidade na documentação, e preparada financeiramente para investir no novo e ousado projeto, a Rádio Cultura saiu na frente e foi a primeira emissora de Guarapuava a dar início ao processo de transição. 

Desde o anúncio feito pela então presidente do Brasil, Dilma Rousseff, até a conclusão dos trabalhos, passando pelas etapas de viabilização, pagamento de taxas e construção de estúdios, além de compra de equipamentos de transmissão e contratação de pessoal, foram quase quatro anos de trabalho e dedicação.

O esforço valeu a pena, conforme destacou na época, o diretor artístico e de jornalismo da Central Cultura de Comunicação, Jorge Teles dos Passos, pois tudo se encaminhou para que a migração ocorresse de forma natural e sem percalços. Jorge relembra, que no dia 13 de junho de 2017, a emissora passou a transmitir também, na faixa FM, em caráter “precário”. “Estamos transmitindo em caráter ‘precário’ até por uma questão de experimento, pois ainda não foram instalados os equipamentos necessários. Por enquanto, não chegaram ao Brasil antenas, transmissores, além de outros equipamentos comprados já há algum tempo, para que a Rádio Cultura opere com sua capacidade total em FM, que será de 35 mil watts de potência, na Classe Especial. Estamos trabalhando com apenas um quilo, ou seja, mil watts. Acredito que até agosto tudo esteja normalizado e possamos, então, pôr em prática o projeto com toda a sua capacidade”, destacou o diretor em entrevista, na ocasião.

Em 17 de agosto de 2017, dois meses depois da primeira transmissão em FM, todos os equipamentos estavam instalados e a Rádio Cultura já operava com sua capacidade total.

Meses depois, uma nova programação jornalística e de evangelização era apresentada para todos os ouvintes que, desde o início, sentiram a diferença na qualidade do som da “nova” e moderna emissora.

INVESTIMENTOS

Para a migração, os valores investidos passaram de um milhão e meio de reais. Compra de antenas, transmissores, mesas de som, geradores de energia, além de equipamentos eletrônicos, aquisição de automóvel e contratação de profissionais fizeram parte das prioridades da nova fase da rádio.

EVANGELIZAÇÃO

Levar a Palavra de Deus e a mensagem cristã a todas as pessoas, sempre foi prioridade para a diocese de Guarapuava, através de suas paróquias, comunidades e institutos. Com a Central Cultura de Comunicação, o foco não é diferente. No decorrer de toda a programação, mesmo durante as atrações de entretenimento, o espaço à evangelização é garantido.

Com o slogan: “Uma voz católica no seu rádio”, a Rádio Cultura de Guarapuava, depois da migração, ampliou em larga escala sua programação de evangelização e jornalismo e melhorou significativamente os horários destinados aos programas musicais e de entretenimento.

Atualmente, a evangelização ocupa sessenta por cento da faixa de programação. Ao jornalismo, é destinado vinte por cento do horário, ficando outros vinte por cento abertos aos programas de esporte, musicais e de entretenimento.