sexta-feira, 5 de março de 2021

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GUARAPUAVA: Dom Giovanni Zerbini completa 93 anos de vida

O religioso é o terceiro bispo da diocese de Guarapuava. Ele se tornou emérito no dia 2 de julho de 2003, após apresentar renúncia, prevista no código de Direito Canônico por causa da idade (75 anos).

29/12/2020 10:47:00


Hoje, terça-feira, dia 29 de dezembro, o bispo emérito de Guarapuava, Dom Giovanni Zerbini está de aniversário. Ele completa seus 93 anos de idade.

A diocese de Guarapuava, em nome do bispo Dom Amilton Manoel da Silva, saúda o religioso pela dedicação e amor dispensados à Igreja, através de suas quarenta e sete paróquias, além das diversas comunidades e instituições.

Em agosto de 2016, Dom Giovanni, que morava no bispado, mudou-se para uma residência de sua congregação (Salesianos de Dom Bosco), em Araçatuba, São Paulo. Meses depois, não se adaptando à nova cidade, o religioso retornou a Guarapuava e atualmente reside no Seminário Nossa Senhora de Belém, bairro Santana.

Ele é o terceiro bispo desta que é a maior diocese do Paraná. Ativo, ele nunca deixou de trabalhar, mesmo depois de ter se tornado bispo emérito.

SOBRE O BISPO

Dom Giovanni, que nasceu em Chiari, na Itália, em 29 de dezembro de 1927. Desde muito cedo, tinha a certeza de que o sacerdócio seria a extensão de sua vida, uma mescla perfeita entre corpo e alma.

No dia 29 de junho de 1956, foi ordenado padre pela Congregação Sociedade de São Francisco de Sales – Salesianos de Dom Bosco (SDB). No mesmo ano, foi designado para trabalhar no Brasil, País que adotou como sua segunda pátria. Trinta e nove anos depois, em 19 de fevereiro de 1995, foi nomeado bispo de Guarapuava, ocupando, portanto, a terceira vaga do bispado da diocese.

Dom Giovanni atuou à frente da Instituição Religiosa até o dia 02 de julho de 2003, quando então assumiu as funções, Dom Antônio Wagner da Silva, o mais novo bispo emérito da diocese.

A educação e a organização sempre se fizeram presentes na vida de Dom Giovanni. Quando assumiu a diocese, as questões administrativas foram priorizadas já de início pelo bispo.

Com experiências de outras regiões onde havia trabalhado, o bispo primou pela unificação das paróquias. Através de reuniões e explanações para a comunidade, ele criou o Estatuto e Regimento da Diocese. Em seguida, houve a publicação do material e a distribuição às comunidades. Os funcionários e os representantes do Conselho Diocesano para Assuntos Econômicos (CODAE) e Conselho Paroquial para Assuntos Econômicos (COPAE) foram o público alvo da publicação que foi estudada com atenção e os ensinamentos adquiridos, aplicados no dia a dia.

Os resultados foram imediatos. Questões como a regulamentação do Dízimo, manutenção e preservação do patrimônio paroquial, remuneração dos funcionários, normas administrativas, normas para a realização das festas nas comunidades, dentre outros temas, passaram a ser vistos com maior profundidade e estudados à luz do material publicado.

As visitas pastorais também compõem as boas lembranças do bispado de Dom Giovanni. No período em que esteve à frente da diocese, todas as paróquias e capelas, além de muitas escolas, institutos educacionais e empresas receberam a visita pastoral de Dom Giovanni.

O trabalho com os coroinhas também foi fator marcante durante seu tempo de atuação. Muitas vocações foram despertadas a partir deste contato das crianças e adolescente com a Igreja, segundo informações de muitas pessoas das comunidades.

“Uma das coisas que considero muito marcante quando se fala de Dom Giovanni, é sua humildade. Dom Giovani nunca teve receios de pedir perdão quando percebia que cometera um erro. Também sempre se mostrou aberto a perdoar qualquer desavença que pudesse acontecer. De inteligência brilhante ele sempre esteve preocupado com todas as questões da diocese e foi capaz de unificar as paróquias mostrando que com estudo e dedicação, qualquer problema pode ser resolvido”, detalhou Padre Reonaldo Pereira da Cruz, que trabalhou diretamente com Dom Giovani exercendo a função de ecônomo da diocese a convite do próprio bispo.

Durante os oito anos em que trabalhou em prol da diocese de Guarapuava, o religioso foi capaz de cativar a comunidade que reconhece de forma vibrante, seu carinho e dedicação em favor da Igreja.

Dom Giovanni apresentou sua renúncia conforme o Direito Canônico no dia 2 de julho de 2003.

Ele optou por permanecer no Brasil e continuou a morar bispado da diocese de onde continuou exercendo diversas funções até o mês de agosto de 2016 quando decidiu morar na casa de sua congregação em Araçatuba, São Paulo. Meses depois, não se adaptando àquela cidade, o bispo decidiu voltar para Guarapuava e atualmente mora no Seminário Nossa Senhora de Belém, bairro Santana.

Além de seu trabalho pastoral, Dom Giovanni também é reconhecido por sua atuação no campo do conhecimento. Muitos são seus escritos publicados acerca da Igreja Católica nos diferentes temas. Com a força que lhe é nata, Dom Giovanni desconsidera a idade cronológica e as dificuldades do dia a dia, olha para frente e vislumbra, a cada momento, novos horizontes a serem descortinados.

Ao longo de sua jornada repleta de amor a Deus e pelo trabalho exercido, Dom Giovanni demonstra, com certeza, que o bem viver está em se renovar a cada dia que passa, em buscar motivos, mesmo que mínimos para ser feliz e, por conseguinte, fazer com que todos ao seu redor também se sintam felizes e plenos de paz de espírito.

Além de bispo, Dom Giovanni tornou-se membro das famílias de toda a região. E a família, por sua vez, é uma das razões de seu apostolado. Ele costuma dizer sempre que: “Se a família é saudável, a sociedade é saudável”.